domingo, 15 de novembro de 2015

Na moral...


Sonhei que a casa,na qual morei a vida inteira, desabava...
Refleti sobre este sonho e, decididamente, todas as convenções que estavam começando a se alicerssar sobre o meu agir precisam ruir.
Não sei como, nem em que momento as pessoas se deram, ou lhes permiti o direito de me "aparar", de definir em suas mentes, tão humanas e falhas como a minha, que devem determinar como devo falar,agir e até pensar.
Não... Decididamente, não demonstre o seu " amor" por mim dizendo como eu sou e/ou deveria ser, principalmente se me conheceu outro dia!!!
Estou desabafando isso tudo por que acabei de me dar conta do quanto perdi da minha personalidade que sempre foi "diferente" mesmo: não sei dissimular sentimentos e não permito uma cena de perfeição imperfeita.
Deixem-me falhar, deixem - me passar impressões falsas ou verdadeiras mesmo sobre mim! Sou o que sou e o que pensam ou definem sobre mim é problema particular, pessoal, pena que transferível, de cada um, e voltarei a "andar" pra isso. 
I
Ainda, como sempre foi, continuo pagando as minhas contas, trabalhando e usando o meu suor. Nunca recebi gratuitamente conforto e mimos desse mundo que se acha no direito de me julgar e me definir.
Estou sufocada tentando "agradar" um monte de humanos, de encarnados, logo, imperfeitos, assim como eu!
Como a gente pode se deixar levar com a confusão de amor, de gostar...?
Uma dica muito útil para todas as pessoas que conheço: se sentir que estou " atrapalhando " a sua vida com a minha personalidade que fala alto,que gargalha, que faz piada de duplo sentido, que ri das graças e desgraças, que não dá confiança a bandeiras de pureza e amor incondicional sem auxílio ou presença, que acredita muito em Deus, mas igualmente em esforço para aquisição de resultado, que não acha importante decorar, ornar, não mostrar ou mostrar demais, etc, etc : Afaste-se!
Se eu sentir alguma dor por causa disso será apenas consequência de ser integralmente honesta comigo.

Estou de volta: com os MEUS pré-conceitos, sem outros tantos, com a leveza de um piadista ácido e cruel a depender do ouvido que escuta, sem pendências morais nos banheiros e camas da vida, sem nenhum registro na polícia humana, apenas da minha consciência, que me vigiará sempre que eu deixar!
Escrever alivia tanto que acabei de me perdoar...
E o que preocupa tanto os meus "queridos" que tanto se "pré-ocupam" sobre o que mundo vai pensar de mim e por isso posso ser diferente: eu lhes perdôo e peço que não se preocupem mais.
Ah... Eu sempre sei quando alguém quer me dizer algo e conta uma estorinha (com "é" mesmo) para me "catequizar", o que entendo como covardia e me condena imediatamente por que eu digo na lata da cara mesmo!
A propósito, fiz uma conta aqui e este texto vale para dois ou três humanos que eu talvez tenha valorizado demais. Refiz a conta e o resultado foi em ¥!!!!
Depois de escrever todo este texto encontro este que o reflete absolutamente:

Sem mais delongas: Deixem-me...
...Na minha, paz!
Com falta, paz! 
Cheia, paz!
Vazia, paz!
Eu mesma!
E tenha paz!


Nenhum comentário:

Postar um comentário